VET MOSCON

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Paixão pelos Equinos!

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

DE VOLTA PRA CASA...

Po pessoal... como passou rápido essas minhas férias... Hoje, bastante contente e triste ao mesmo tempo! Contente por estar de volta para as pessoas que mais amo nesse mundo e triste por deixar os meus mais novos amigos e junto, essa experiência fantástica. Várias pessoas participaram dessa minha conquista (sim... conquista mesmo!). Desde o Prof. Rogério Barroso que me proporcionou essa vinda, passando pelos professores da UnB que me receberam tão bem, José Renato, Roberta Godoy, Fábio Ximenes, Raphael... dentre outros. E não poderia deixar de citar aos que mais efetivamente participaram de tudo, aturando minha falta de experiência e até de conhecimento... Né Ernane, Renatim, Moscardine, Fernanda, Mariana, Ana Maria, Pedro, Portugal, Felipe, dentre outros... E também aos meus colegas e amigos que juntos obtiveram ou estão obtendo essa mesma conquista... Gustavo "Fera", Mariana Braga (hehehehe), Paula, Heloísa, Amanda, Francieli, Natália, ....

E, claro, desejar boa sorte ou meus amigos PC e Lúcio que começam a residência dia primeiro de fevereiro...

Um até logo a todos e sucesso para todos nós...

Luiz Moscon

sábado, 23 de janeiro de 2010

MORTE SÚBITA EM OVINOS

No final de semana passado, os residentes e nós estagiários fomos chamados para um emergência na fazenda Águas Claras (FAL), que pertence a UnB. A emergência devia por ter morrido vários animais de forma misteriosa.
A primeira suspeita, levantada pelo professor José Renato foi a enterotoxemia, que, em resumo, é causado pela abundância de concentrado com pouca fibra. Na necrópsia pode-se observar hidrotórax, que é a presença de água na cavidade torácica.
A necrósia que foi chefiada pelo professor Fábio Ximenes, não foi conclusiva, por isso ainda está sendo estudada, mas o que pode aumentar as suspeitas é que foi dado medicação para combater a enterotoxemia e assim nenhum animal mais morreu. Só não é conclusivo, pois o medicamento também combate outras enfermidades que são suspeitas. Um outro achado que deve ser mencionado é a abundância de sal mineral no rúmen.

Abaixo, alguns sinais de normalidade na necrópsia.




CASTRAÇÃO

Nessa semana que se passou, fizemos uma castração num eqüino, de aproximadamente 3 anos com laminite. Lourinho, é bastante calmo e pertencia a um carroceiro que não queria mais o animal, daí doou ao HVetão e, dessa forma doamos a uma proprietária. Lourinho precisou ser castrado, pois tem graves dificuldades de se locomover, e como viveria numa propriedade onde os animais vivem em piquetes, ao estar em contato com éguas, estaria tentado a cruzar com as mesmas, acabando por agravar sua laminite. Mas a castração não é importante apenas para esse intuito. Pelo lado esportivo, um castrado não perde em impulsão e nem em resistência, mas ganha em manejo, normalmente é um animal mais dócil e de fácil aceite, e também pode viver mais facilmente em piquetes, contrário ao garanhão que deve viver mais preso. Devemos levar em consideração que o anima castrado não fica tão estressado, pois perde o apetite sexual, sendo assim se alimenta melhor e fica mais tranqüilo para se exercitar e se tornar melhor atleta. Por isso o Info Vet aconselha aos leitores criadores a castrarem seus animais.

Um fator q deve ser levado em consideração é a idade a ser castrado. O aconselhável é castrar com aproximadamente 3 anos, pois é uma idade que o animal quase se desenvolveu por completo e sendo assim não ficará com marcas de potro por toda sua vida, e acima de 3 anos o animal desenvolverá um cordão espermático maior e com isso uma maior dificuldade de adaptação a nova vida, onde já terá desenvolvido um maior apetite sexual, levando a um maior stress.
Abaixo, posto algumas fotos da castração do animal.






domingo, 17 de janeiro de 2010

HIPOCALCEMIA

Fizemos um atendimento a campo de um animal com sintomas de hipocalcemia, que trata-se de doença metabólica que acomete bovinos, geralmente animais de alta produção leiteira, com menor incidência em ovinos e caprinos. Esta doença, porém, apesar de apresentar a mesma etiologia, tem sintomatologia diversa da Febre do Leite.
A Hipocalcemia está associada a uma rápida queda dos níveis séricos de cálcio no peri-parto, acarretando em incoordenação, paresia e decúbito desses animais. Ocorre, geralmente, nas primeiras 48 horas após o parto, mas pode ocorrer imediatamente antes do mesmo ou até 72 horas após. Ela acontece porque durante a prenhez as necessidades de cálcio são relativamente baixas e no início da lactação o animal tem necessidade de grande quantidade desse mineral. Como os mecanismos de absorção intestinal de Cálcio e reabsorção óssea demoram em torno de 24-48 horas para funcionar eficientemente o animal desenvolve a doença.
Alguns dos fatores de risco para instalação da doença são mais determinantes que outros, porém é o somatório dessas causas, tanto ambientais como as individuais que causará o desequilíbrio e o surgimento do problema.
A perda de cálcio no colostro e no leite está diretamente relacionada à variação nas concentrações desse íon e o volume deste leite secretado. Portanto, animais com alta produção leiteira, devido à sua capacidade genética, mas também extremamente influenciada pelo manejo nutricional, são mais susceptíveis que animais com produção menor.
A idade do animal influencia, sobremaneira, na sua capacidade em responder ao aumento da demanda de cálcio. Em vacas mais velhas, a desmineralização óssea, próxima ao parto, é mais reduzida do que nas novilhas.
Além disso, um importante mecanismo que o organismo lança mão para manutenção dos níveis de cálcio é o aumento da absorção intestinal desse íon. Na vaca, o número de receptores intestinais declina com a idade e assim, as vacas mais velhas tornam-se menos hábeis para responder ao hormônio, havendo necessidade de um tempo mais longo para adaptação dos mecanismos intestinais para absorção de cálcio.
Outros fatores intrínsecos aos animais são o tipo e a raça. Raças de corte são menos acometidas do que vacas de leite, evidentemente por produzirem menor volume de leite. Dentre as raças leiteiras destacam-se as raças Holandesa e Jersey, mas mesmo com menores volumes absolutos na produção de leite, as vacas Jersey são mais comumente afetadas.
Os fatores ambientais influenciam tanto no aparecimento quanto na manutenção e recidiva da Hipocalcemia num determinado rebanho. Dentre estes fatores ambientais, o manejo nutricional e a composição da dieta alimentar para vacas leiteiras no pré-parto são muito significativos para a ocorrência da doença.

COMO IDENTIFICAR

Na Hipocalcemia, os sinais clínicos podem ser divididos em três fases distintas. No estágio inicial da doença ocorre um breve período de excitação, tetania e hipersensibilidade; o animal encontra-se em pé com tremores musculares e da cabeça, ranger de dentes, mugidos frequentes, anorexia, respiração difícil e com a boca aberta e, às vezes, protrusão da língua. A rigidez dos membros, ataxia e queda do animal conduzem ao segundo estágio.
O segundo estágio é caracterizado por decúbito esternal prolongado com a cabeça voltada para o flanco; ocorre diminuição do nível de consciência, desaparece a tetania e os membros ficam flácidos, com extremidades frias e temperatura retal subnormal. O pulso jugular fica fraco, ocorre diminuição na intensidade das bulhas cardíacas e aumento da freqüência cardíaca. As pupilas apresentam-se dilatadas e o reflexo pupilar mostra-se diminuído ou ausente. O chanfro fica seco. Alterações digestivas são frequentes como parada ruminal e timpanismo secundário.
O terceiro estágio caracteriza-se por decúbito lateral, estado semi-comatoso e completa flacidez muscular; os sinais cardiovasculares tornam-se progressivamente mais drásticos, havendo diminuição do pulso, das bulhas cardíacas e aumento da frequência cardíaca, perda da consciência e coma. A morte ocorre por choque devido ao completo colapso circulatório. A mortalidade pode chegar a mais de 35%.
O diagnóstico deve ser fechado através dos sinais clínicos e do histórico do animal. Considerando que não há tempo para análises laboratoriais, o tratamento deve ser instaurado imediatamente, o que leva a confirmação do diagnóstico.

TRATAMENTO

Os animais devem ser tratados imediatamente com gluconato de cálcio pela via intravenosa, na dose de 1g de cálcio para cada 45 kg de peso. Como o cálcio é cardiotóxico, a sua administração deve ser realizada lentamente e acompanhada de auscultação cardíaca.
Na maioria das vacas a recuperação acontece imediatamente após o tratamento ou até 2 horas após. Se não há resposta ao tratamento o animal deve ser reavaliado.
Alguns animais voltam a apresentar sinais 24-48 horas após o tratamento inicial, devendo ser tratados uma segunda vez. No Brasil, a maioria dos medicamentos comerciais é recomendada em doses inferiores a 6g por vaca, o que é insuficiente para o tratamento correto da doença, sendo uma das principais causas de falhas do mesmo.

PARA EVITAR

A prevenção da Hipocalcemia é feita com maior eficiência através de medidas adotadas no pré-parto remoto e imediato. Assim, um manejo nutricional adequado iniciando-se cerca de 30 a 40 dias antes do parto e alguns cuidados no peri-parto, ou seja, entre 48 horas antes e 48 horas após o parto, garantem uma boa redução na incidência de hipocalcemia, suas complicações e possíveis recidivas.
Dietas com baixos níveis de cálcio no pré-parto são recomendadas. Quantidades de alimento com um máximo de 45g Ca/vaca/dia no pré-parto e proporções Ca/P de 1:1, ou menos, mediante a adição de NaH2PO4 e elevação do ingresso de Mg (cerca de 35 a 40 g/vaca/dia) têm sido eficazes.
Altos níveis de fósforo na dieta durante a prenhez evitaram a hipocalcemia. Há comprovações de que dietas contendo mais enxofre e cloro do que sódio e potássio podem prevenir a doença. Com base nisso, recomenda-se a adição de 100g de NH4CL e NH4SO4 numa dieta basal contendo 75-100g de cálcio para evitar a hipocalcemia.
A administração de vitamina D ou seus metabólitos na última semana da gestação, também podem ser utilizados para prevenir a hipocalcemia.


Coloco abaixo, uma imagem do animal em decúbito e um vídeo depois do tratamento.


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HABRONEMOSE CUTÂNEA - RELATO DE CASO

Há mais de um ano, o HVetão recebeu o Felino, um manga larga garanhão com sintomas de habronemose cutânea que é causada por larvas. Os sintomas são lesões que aparecem em locais comuns de ocorrerem traumatismos e onde o cavalo não consegue remover as moscas. Então os locais mais comuns são: rosto, perto da região medial do olho, linha média do abdomem, em machos em torno do pênis e prepúcio. Menos comuns são lesões nas patas, anca e pesco ço. A lesão começa como pequenas pápulas com centro erodido. O desenvolvimento é rápido e as lesões podem atingir 30 cm de diâmetro em poucos meses. No ínicio ocorre prurido intenso e isso pode levar ao auto traumatismo. Em seguida temos um granuloma castanho avermelhado não cicatrizante. Mais tarde a lesão pode se tornar fibrosa e inativa, mas só cicatriza no tempo frio. O diagnóstico é através do clínico (granulomas não cicatrizantes), raspado (econtro de larvas) e biópsia das áreas de lesão. Para evitar esse problema, é importante seguir alguns passos:

1 - Evitar que o animal se machuque
2 - Cobrir feridas abertas
3 - Controle dos vetores
4 - Uso de repelentes em feridas abertas

Segue abaixo as fotos do Felino, e a ferida melhorou muito ...

FERIDAS DE ARAME LISO

Com a parceria do HVetão com os carroceiros de Brasília, aparecem alguns curiosos casos como esse das fotos abaixo. Trata-se do Nico, SRD, tordilho, e por ser um animal inteiro, foi atrás de uma égua e se machucou numa cerca de arame liso. E o tratamento tem sido bastante complicado, pois o animal se bate muito para tentar fugir e ir atrás das éguas do hospital. E de fato, conseguiu fugir, fazendo com que se machucasse mais e ainda piorando as feridas, o que propiciou o aparecimento de um abcesso, que ainda não conseguimos diagnosticar precisamente.



domingo, 10 de janeiro de 2010

MIÍASE - GRAVE PROBLEMA E POUCA PREOCUPAÇÃO

Uma coisa que vem me chamando bastante atenção, é a incidência de um problema chamado miíase. São doenças causadas pela invasão do tecido cutâneo por larvas de insetos dípteros, e em particular pelos chamados dípteros miodários; Conforme a biologia desses insetos, as respectivas afeções que causam são de duas categorias:

1 - BIONTÓFAGAS - Larvas que invadem os tecidos sãos, não necrosados, inclusive a pele íntegra São essas larvas chamadas de biontófagas, pois se desenvolvem a custa do tecido vivo, e por conseguinte, podendo comprometer o estado geral do homem ou do animal por elas parasitado. São essas larvas parasitas obrigatórias. Neste grupo estão agrupadas as seguintes espécies de insetos: Callitroga americana, Dermatobia hominis e Oestrus ovis.

2 - NECROBIONTÓFAGAS - Larvas que invadem exclusivamente tecidos já afetados por necrose de outras causas .Estas nutrem-se exclusivamente de tecido morto e porisso classificadas como necrobiontófagas; Algumas delas não são prejudiciais, pois limpam as feridas do material necrosado; Neste grupo estão as moscas do gênero Lucilia, que já foram inclusive utilizadas como meio terapêutico nos primórdios da medicina.

Raríssimamente iniciam uma miíase, e com certa freqüência são encontradas como saprófagas de feridas ou cavidades infestadas por outras espécies do grupo anterior. As principais larvas deste grupo,pertencem aos seguintes gêneros de moscas: Sarcophaga, Lucilia, Phaenicia, Calliphora, Musca, Mucina e Fannia.

Para o tratamento das bicheiras, quando as mesmas são superficiais (cutâneas), basta aplicação local de qualquer substância que seja ativa contra os insetos em geral, e concomitantemente não seja tóxica ao hospedei-ro, para que as larvas ou morram ou simplesmente sejam expulsas do local onde se encontram, e a cicatrização subsequente do ferimento leve a bom termo a cura da enfermidade.

Aqui no hospital temos alguns pacientes e coloquei algumas fotos que seguem abaixo.







ATENDIMENTO A CAMPO

No dia 07-01, fomos realizar um atendimento a campo numa cidade do estado de Goiás, a 200km do hospital, infelizmente, como se tratava de um haras particular não pudemos registrar nenhuma foto. O que fomos fazer foi tirar um raio-x de um garanhão mangalarga no MPE. E ainda fizemos a coleta de sangue de 6 potros com suspeitas de problemas respiratórios, o que pudemos constatar através da ausculta pulmonar. Atendimento rápido e simples, mas que vale o registro. Valeu!

CESÁRIA OVELHA - RELATO DE CASO

No dia 05-01, recebemos uma emergência de uma ovelha, que estava entrando em trabalho de parto, com aproximadamente uma semana de antecedência com evidência de que os borregos estavam em sofrimento ou até mesmo mortos. O residente Hernane de Paiva, fez o atendimento e ao visualizar a cérvix aberta com secreção purulenta e escura (fato que comprovava o diagnóstico inicial) já avisou a proprietária que não haveria outra opção que não a cesariana. Dito isso preparamos o animal, fazendo a tricotomia do local da cirurgia.

Contemos o animal no centro cirúrgico, adaptando para pequenos ruminantes, já que o mesmo é específico de grandes animais.

A contenção feita, demos início a anestesia do animal, chefiada pela residente Mariana.

Esperamos o efeito da anestesia local, para podermos fazer a incisão, a partir do 2 espaço intercostal, para podermos ter acesso ao útero, para também realizar a incisão e assim chegarmos nos borregos.

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Ao chegarmos ao útero, localizamos os fetos e assim a incisura do local, atentando para o fato de não cortarmos as carúnculas uterinas, assim feito retiramos os animais que estão na foto abaixo (já mortos).


Retiramos os animais mortos e suturamos o útero.

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E, 3 horas depois, a cirurgia foi um sucesso... em breve postarei o pós – operatório que tem sido bastante conturbado.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

PARTE TRISTE DA VETERINÁRIA - RELATO DE CASO

Na madrugada do dia 2 para o dia 3 desse mês, mais precisamente as 02 hs da manha, recebemos uma emergência de um eqüino, Nick, Quarto de milha, aparentemente 3 anos de idade, com um histórico de babésia apenas. O animal estava muito agitado e com muitas dores, que provocou um grande ferimento na região do osso frontal. De emergente, foi-se passado uma sonda nasogástrica para tentar desobstruir a passagem, ou até mesmo aliviar a dor do animal. Também foi feito um toque retal para um diagnóstico preciso, onde foi constatado um a cólica. A luta para a estabilidade do animal perdurou até às 7 da manha, onde o mesmo recebeu um analgésico para aliviar a dor. Soltamos o animal no piquete para monitorarmos seu estado, o que pudemos constatar que continuava bastante inquieto e sem comer nem beber água. Para sabermos a real condição dessa cólica, precisaríamos colher o líquido peritonial, e o que era pra ser levemente amarelado normalmente, estava completamente repleto de sangue, o que agravava nosso paciente.

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Ao longo do dia, mais precisamente as 14 hs, o Dr. Renato, tenente-veterinário da PM de Brasília, atentou para o fato de haver a possibilidade de uma enterite, que trata-se de uma inflamação do intestino delgado, que acaba interferindo no estômago e no intestino grosso. Para que esse diagnóstico estivesse correto, deveríamos passar novamente a sonda e buscarmos um refluxo, o que de fato aconteceu.

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Depois de detectarmos a enterite, aplicamos alguns antibióticos para combater a mesma o que o animal começou a responder e de 4 em 4 horas passávamos a sonda para retirada do liquido estomacal (estomago do eqüino enche nesse período). Começamos a ficar otimistas em relação a evolução do Nick. Mesmo com bons prognósticos, ficamos monitorando o animal pela madrugada, quando as 3 hs o animal começa a se debater como na noite anterior e sentindo bastante dor abdominal; trouxemos para um brete próximo e o examinamos. Depois de 20min o animal começou a dar sinais de choque, o que de fato ocorreu levando o animal ao óbito às 4 da manhã.


Com a morte do animal, e como o mesmo possuía seguro, foi-se feito uma necropsia pelo Dr. Renato, e o que foi previsto (enterite) foi confirmado, através da necrose do intestino delgado. Segue abaixo fotos da necropsia.


sábado, 2 de janeiro de 2010

LINFANGITE - RELATO DE CASO HVETÃO

No meu 3º dia de estágio no HVetão, pude presenciar uma piora num quadro clínico de uma égua Árabe internada no dia 17-12, com claudicação no membro pélvico esquerdo. Na junção de informações foi diagnosticado uma Linfangite, que trata-se de uma inflamação dos vasos linfáticos que ocasiona parcialmente ou totalmente obstrução dos mesmos, dificultando ou até mesmo impedindo a drenagem da linfa pelo membro acometido. Havia presença de claudicação no membro, inchaço e principalmente infarto dos linfonodos próximos a região do edema. O fato que quero destacar, é que hoje, ao realizarmos a rotina do hospital, a encontramos deitada em decúbito esternal, fato que não vinha acontecendo, e ainda uma piora visual no membro. Ao ser observado, a residente de plantão e eu realizamos um raio-x do membro, sob suspeita de algo mais invasivo. Para diminuir a dor realizamos uma ducha de 10 min em cada lado do edema. Estou postando junto ao texto algumas fotos e um vídeo da grave situação do animal. Em alguns dias vou postar a situação do animal, provavelmente com outro diagnóstico.
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sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

TIMPANISMO RUMINAL AGUDO


O timpanismo ruminal agudo ocorre principalmente quando os animais recebem muito concentrado moído demais com pouca fibra ou com a fibra muito triturada sem lastro para estimular o rúmen. O diagnóstico é realizado pelos sinais clínicos, com abaulamento de todo o flanco esquerdo e a não saída de gás no caso de se utilizar sonda ou punção ruminal. O tratamento recomendado é o uso de silicone ou ruminotomia nos casos mais graves. Muitas vezes atinge vários animais inviabilizando a cirurgia.

por: José Renato Junqueira Borges

OBSTRUÇÃO ESOFÁGICA



No dia 31-12-2009, meu primeiro dia de estágio no HVetão da UnB, presenciei e auxiliei a alimentação de um equino SRD, através de sonda colocada pelo esôfago do animal, fazendo com que o alimento seja colocado diretamente no estômago. Isso é feito, devido a um problema ocorrido com o animal no dia 15-12, quando o mesmo se alimentou com uma manga, fazendo com que se ocorresse a "famosa" obstrução esofágica. É mais comum em animais jovens. Normalmente após a obstrução o animal fica inquieto e com sialorréia (perda não-intencional de saliva), podendo apresentar tosse com expulsão de grande quantidade de saliva. Muitas vezes o corpo estranho é palpável no esôfago cervical. No caso de tubérculos, devido a sua borda irregular os gases podem ser expelidos, e o animal não apresenta timpanismo. O tratamento de eleição é o uso de sondas especiais para retirada do corpo estranho. Caso não se tenha a sonda é preferível empurrar com uma mangueira grossa. Evitar puxar com a mão quando o corpo estranho estiver na entrada do esôfago ou tentar amassar o corpo estranho quando presente no esôfago cervical. Sempre há o risco de lesões no esôfago. Nos vídeos abaixo, vemos como é colocado a sonda diretamente no estômago pelo esôfago.


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Boas Vindas

Boa tarde, hoje (01-01-2010) está no ar O Info Vet, criado por mim (Luiz Alexandre Moscon), aluno de 3º Período de Medicina Veterinária do UNESC. Meu objetivo é estar sempre falando ou pesquisando algo sobre veterinária, assuntos como: especialidades, cirurgias, técnicas, patologias, dentre outras. Outra coisa que quero estar sempre postando, é em relação ao que venho vivenciando no dia a dia da veterinária, na própria instituição ou em estágios pelo Brasil a fora. Por isso, aceitarei quaisquer comentários para o enriquecimento do blog. Sejam bem vindos e espero que aproveitem.
Moscon