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VET MOSCON

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Paixão pelos Equinos!
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quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

PARTE TRISTE DA VETERINÁRIA - RELATO DE CASO

Na madrugada do dia 2 para o dia 3 desse mês, mais precisamente as 02 hs da manha, recebemos uma emergência de um eqüino, Nick, Quarto de milha, aparentemente 3 anos de idade, com um histórico de babésia apenas. O animal estava muito agitado e com muitas dores, que provocou um grande ferimento na região do osso frontal. De emergente, foi-se passado uma sonda nasogástrica para tentar desobstruir a passagem, ou até mesmo aliviar a dor do animal. Também foi feito um toque retal para um diagnóstico preciso, onde foi constatado um a cólica. A luta para a estabilidade do animal perdurou até às 7 da manha, onde o mesmo recebeu um analgésico para aliviar a dor. Soltamos o animal no piquete para monitorarmos seu estado, o que pudemos constatar que continuava bastante inquieto e sem comer nem beber água. Para sabermos a real condição dessa cólica, precisaríamos colher o líquido peritonial, e o que era pra ser levemente amarelado normalmente, estava completamente repleto de sangue, o que agravava nosso paciente.



Ao longo do dia, mais precisamente as 14 hs, o Dr. Renato, tenente-veterinário da PM de Brasília, atentou para o fato de haver a possibilidade de uma enterite, que trata-se de uma inflamação do intestino delgado, que acaba interferindo no estômago e no intestino grosso. Para que esse diagnóstico estivesse correto, deveríamos passar novamente a sonda e buscarmos um refluxo, o que de fato aconteceu.



Depois de detectarmos a enterite, aplicamos alguns antibióticos para combater a mesma o que o animal começou a responder e de 4 em 4 horas passávamos a sonda para retirada do liquido estomacal (estomago do eqüino enche nesse período). Começamos a ficar otimistas em relação a evolução do Nick. Mesmo com bons prognósticos, ficamos monitorando o animal pela madrugada, quando as 3 hs o animal começa a se debater como na noite anterior e sentindo bastante dor abdominal; trouxemos para um brete próximo e o examinamos. Depois de 20min o animal começou a dar sinais de choque, o que de fato ocorreu levando o animal ao óbito às 4 da manhã.


Com a morte do animal, e como o mesmo possuía seguro, foi-se feito uma necropsia pelo Dr. Renato, e o que foi previsto (enterite) foi confirmado, através da necrose do intestino delgado. Segue abaixo fotos da necropsia.